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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

WANDO

Relembre a biografia de Wando em frases e letras de músicas
Ex-feirante ganhou fama por composições de teor romântico e erótico.
'Sempre gostei desses negócios', dizia, sobre receber e distribuir calcinhas.
Do G1, em São Paulo


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Como letrista, Wando (que morreu nesta quarta, 8, aos 66 anos), ficou célebre por composições de teor romântico e erótico. Sua marca registrada era a calcinha. Em depoimento disponível em seu site oficial, o próprio cantor conta como tudo teria começado, explicando que a peça foi uma espécie de fonte de inspiração para seu álbum “Tenda dos prazeres” (1990).
“Uma calcinha de cabeça pra baixo, ela vira uma tenda, não é? Aí, coloquei uma calcinha na capa do disco, e essa coisa fez tanto sucesso, que até hoje eu não consigo tirar do show. Eu distribuo calcinhas e recebo, tenho uma coleção muito grande, de todas as formas, jeito, cores e tamanhos.”
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No mesmo depoimento, Wando aborda outras estratégias que adotou ao longo da carreira: “Teve uma época [em] que eu mordia a maçã no palco, e continuo mordendo ainda, porque conta a história de como é que começou o pecado, não é?”. As alusões ao sexo prosseguiram, com distribuição de convites de motel – sempre durante apresentações ao vivo.
“Teve uma época no Canecão [casa de shows do Rio de Janeiro, atualmente inativa] que a gente botou uma banheira no palco, eu botava uma mulher nua no palco. Eu sempre gostei desses negócios.”
Eu quero me enrolar nos teus cabelos. Abraçar teu corpo inteiro,
morrer de amor, me perder"
Letra de 'Moça'
Vanderley Alves dos Reis nasceu em 2 de outubro de 1945 – “num arraial chamado Bom Jardim [em Minas Gerais]”. Lá, ficava a fazenda que teria pertencido aos seus avós. Seu registro, no entanto, foi feito na cidade de Cajuri, no mesmo estado. Ele conta que, ainda criança, mudou-se para Juiz de Fora (MG), onde concluiu o antigo primário.
Mais tarde, ele foi para Volta Redonda (RJ), “onde eu entreguei leite nas casas, vendi jornal, virei feirante, dirigi caminhão na estrada”. Na mesma época, passou a se interessar por música, tendo inicialmente se dedicado ao estudo do “violão clássico”.
Descobri que eu tinha que fazer umas canções de amor. Comecei a sentir que era legal, que a música socialmente com a parte
feminina dava muito certo, me apaixonei por aquele negócio"
Wando, sobre músicas românticas e eróticas
“E aí eu descobri que não era legal o violão clássico para o que eu queria: eu queria
tocar pras moças, né?”, afirma. “O violão clássico é bacana, mas elas [as mulheres],
acho que ficavam um pouquinho entediadas. Descobri que eu tinha que fazer umas canções de amor. Comecei a sentir que era legal, que a música socialmente com a parte feminina dava muito certo, me apaixonei por aquele negócio.”
Após deixar a profissão de feirante, Wando mudou-se para Congonhas (MG). Lá, começou a “viver de música”, como integrante de um conjunto chamado “Escaravelhos” – “escaravelho pra quem não sabe, é um besouro, a mesma coisa que Beatles”. Cinco anos mais tarde, decidiu tentar a sorte no “eixo Rio de Janeiro – São Paulo”. Frustrada a passagem pelo Rio, chegou a São Paulo, onde teve gravado seu primeiro sucesso, na voz de Jair Rodrigues.
Você é luz
É raio estrela e luar
Manhã de sol
Meu iaiá, meu ioiô
Você é 'sim'
E nunca meu 'não'
Quando tão louca
Me beija na boca
Me ama no chão..."
Letra de 'Fogo e paixão'
A composição, “O importante é ser fevereiro”, teria sido “uma música muito tocada no carnaval de 1974”, lembrou-se Wando.
A canção integra o disco de estreia de Wando, “Gloria a Deus e samba na Terra” (1973). De acordo com ele, aquele trabalho seguia a linha “do formato do Caetano Veloso, do Chico Buarque de Holanda, Gilberto Gil”.
A guinada em direção ao repertório romântico foi simbolizada pela música “Moça”, do disco seguinte, “Wando” (1975). A justificativa: “Cantando na noite em São Paulo, eu descobri que a parte feminina adorava quando eu tocava música romântica.”
Ao longo da década seguinte, Wando consolidaria a reputação, como ele mesmo lista, de “obsceno, o cara da maçã, o cara da calcinha”. É desse período, quando o cantor já vivia no Rio de Janeiro, sua música mais conhecida, “Fogo e paixão”, do disco “O mundo romântico de Wando” (1988), o 14º da carreira, segundo a contagem do site oficial. Ele foi precedido por trabalhos como “Gosto de maçã” (1978), “Gazela” (1979), “Fantasia noturna” (1982), “Vulgar e comum é não morrer de amor” (1985) e “Ui – Wando paixão” (1986). Na sequência, viriam, dentre outros, “Obsceno” (1988), “Depois da cama” (1992) e “O ponto G da história” (1996).

Entre álbuns de estúdio e registros ao vivo, o site de Wando contabiliza 28 trabalhos, ao todo. O cantor acreditava ter vendido dez milhões de discos – “até na época que a gente contava”. “Depois [houve] a história da pirataria, que acabou me fazendo muito mais popular. Eu acho que a pirataria é ruim para um lado, para o lado compositor, mas para o lado intérprete, o cara que faz show, eu acho que ela favoreceu muito.”

Em entrevista à Agência Estado, em 2007, Wando comentou sua imagem
de “sedutor”: “Na verdade, eu sou como um ator. Até porque eu estaria morto
hoje se fosse mesmo assim. Isso é um personagem, naturalmente. É normal que as pessoas pensem que eu sou desse jeito, mas não deixo que as pessoas alimentem muito essa imagem”.
Sobre a fama de brega, ele respondeu que incomodou e seguia incomodando. “Quando as pessoas falam de brega, sempre se referem a uma coisa ruim. Então eu brigo por isso. Agora, eles até quiseram colocar o brega como uma coisa bacana, mas eu acho que é uma forma de pedir desculpa, e isso é mau. Se for ver, você tem que chamar o Chico Buarque de brega, a Maria Bethânia, o Caetano Veloso, o Gilberto Gil. Eles gravaram as músicas que a gente grava. Eles gravam melhor? Não. Isso foi uma coisa cruel que eles fizeram.”
Quando as pessoas falam de brega, sempre se referem a uma coisa ruim. Então eu brigo por isso"
Wando, sobre seu estilo musical
Na entrevista, Wando também comentava a música “Emoções”, gravada em 1978,
que ele dizia versar sobre a relação entre dois homens: “Fiz isso porque acho que o
relacionamento masculino é uma coisa válida. Não por ter aderido, mas porque eu tenho amigos que vivem esse tipo de coisa”.
Recentemente, o nome de Wando vinha sendo lembrado graças ao documentário “Vou rifar meu coração”, de Ana Rieper, que vem frequentando o circuito dos principais festivais de cinema do país desde alguns meses atrás. Há pouco tempo, teve boa recepção na Mostra de Cinema de Tiradentes, encerrada no último dia 28. O filme trata justamente da música tida como “brega” e traz depoimentos de cantores como Amado Batista, Nelson Ned, Agnaldo Timóteo, Peninha, além de Wando e de ouvintes que contam suas histórias com obras do “gênero”.
Teve uma época no Canecão [casa de shows do Rio de Janeiro, atualmente inativa] que a gente botou uma banheira no palco, eu botava uma mulher nua no palco. Eu sempre gostei desses negócios"
Wando, sobre seus shows
Discografia de Wando
"Glória Deus no céu e samba na terra" (1973)
"Wando" (1975)
"Porta do sol" (1976)
"Ilusão" (1977)
"Gosto de maçã" (1978)
"Gazela" (1979)
"Bem-vindo" (1980)
"Pelas noites do Brasil" (1981)
"Fantasia noturna" (1982)
"Coisa cristalina" (1983)
"Ui-Wando paixão" (1986)
"Coração aceso" (1987)
"O mundo romântico de Wando" (1988)
"Obsceno" (1988)
"Dor romântica" (1989)
"Tenda dos prazeres" (1990)
"Depois da cama" (1992)
"Mulheres" (1993)
"Dança romântica" (1995)
"O ponto G da história" (1996)
"Chacundum" (1997)
"Palavras inocentes" (1998)
"S.O.S. de amor" (1999)
"Picada de amor" (2000)
"Fêmeas" (2001)
"O melhor de Wando ao vivo" (2002)
"Romântico brasileiro, sem vergonha" (2005)

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