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domingo, 3 de março de 2013

CASO BRUNO: AMANHA COMEÇA O JURI

Defensores embolam o jogo para absolver goleiro Bruno Landercy Hemerson - Publicação: 03/03/2013 00:12 Atualização: 03/03/2013 07:36 A nova iniciativa dos defensores de Bruno é o último lance de um processo que se intensificou em agosto de 2010, quando o goleiro e os outros oito investigados pelo sequestro e morte de Eliza Samudio passaram a ser processados pelos crimes e tiveram as prisões preventivas decretadas. Desde então, mais de 80 pedidos de habeas-corpus se sucederam, 67 deles no Tribunal de Justiça de Minas Gerais. As estratégias do grupo liderado por Ércio Quaresma, que então representava oito dos denunciados, já não funcionavam e o fracasso da defesa se concretizaria até o fim daquele ano. Até então, várias tinham sido as manobras de Quaresma, que tentou sem sucesso até intervir na defesa de Sérgio Sales Rosa, o primo de Bruno que decidiu colaborar com as apurações policiais. Sérgio viria ser assassinado a tiros dois anos depois. “Foi queima de arquivo. As informações de Sérgio se somaram às de Jorge Luiz Rosa, outro primo do goleiro que também denunciou o sequestro e morte de Eliza, e casaram com as provas materiais”, afirma o ex-chefe do Departamento de Investigações de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) Edson Moreira. Saiba mais... Defesa do goleiro Bruno apela contra certidão de óbito de Eliza Samudio Prisão do goleiro Bruno envolve trama processual Goleiro Bruno deve R$ 300 mil em pensão Primo de Bruno é intimado e deverá comparecer ao júri como testemunha Mãe de Eliza Samudio desembarca em BH e espera que Bruno quebre o silêncio Depoimentos de Bruno e Jorge serão determinantes no julgamento sobre morte de Eliza A pressão da “tropa de choque” da defesa na fase de inquérito acabou por dificultar a situação dos acusados. “A pressão era grande e a estratégia foi montar uma equipe exclusiva, capacitada, trabalhando diuturnamente. A rapidez na apuração daria respaldo ao inquérito, cujo objetivo era provar que Eliza não estava viva, mesmo sem cadáver”, explica o atual chefe do DHPP, delegado Wagner Pinto, que também atuou na investigação. Para ele, o grande diferencial do caso foi chegar ao mentor do crime, Bruno Fernandes, e ao executor, Marcos Aparecido. Já que o conjunto de provas do inquérito ganhava força no Judiciário, o advogado Ércio Quaresma concentrou forças em recursos nas instâncias superiores para tentar a liberdade de seus clientes. Quando em outubro de 2010 chegou a fase de instrução processual, ele enfrentou a ira da família de Bruno Fernandes. “Eu sou o diabo. A família de meus clientes gosta é de Deus”, disse Quaresma, ao responder acusações da avó, duas tias e duas primas do goleiro, que envolviam inclusive sumiço de dinheiro. Um vídeo com o advogado fumando crack e denúncias comprovadas de ameaças contra Ingrid, noiva de Bruno, pareciam ter encerrado a participação de Quaresma na defesa de Bruno, depois que ele foi suspenso pela seção mineira da Ordem dos Advogados do Brasil. Seus colegas que defendiam outros seis acusados passaram adotar linhas próprias de trabalho, a maioria tendo bons resultados, com a soltura de seus clientes e a desqualificação da prática de homicídio triplamente qualificado. Na época, Dayanne Rodrigues já tinha se desvinculado do grupo, sendo defendida por Francisco Simim. Bruno Fernandes buscou o rompimento com o grupo de Quaresma convidando o advogado paulista Francisco Ângelo Carbone para sua defesa. O goleiro o via em programas de televisão defendendo sua inocência e se empolgou. Porém, o advogado paranaense Cláudio Dalledone, que chegou ao caso por meio de Ércio Quaresma, também ficou com o jogador. Em fevereiro de 2011, Dalledone, que já demonstrava descontentamento com a tese de que “sem corpo não há crime”, entrou em choque com Carbone, que saiu do caso, garantindo que exigiram dele R$ 1 milhão para continuar em evidência como defensor de Bruno. Ao longo de 2011, Dalledone apostou em recurso no Supremo Tribunal Federal para colocar Bruno em liberdade. Com os vários outros recursos em instâncias superiores questionando atos do processo, o caso se arrastava. Em dezembro daquele ano, Rui Pimenta assumiu a defesa de Bruno, já que Dalledone se afastou por divergências técnicas com o cliente. Rui apostou em nova linha de atuação, que admitia a morte de Eliza Samudio e tentava responsabilizar Macarrão pelo crime. Pimenta também teve problemas e cometeu seus erros. Entre eles o de entregar uma carta do goleiro para ser lida em um programa de televisão. O resultado foi a primeira punição disciplinar do jogador, que voltou para o isolamento na Penitenciária Nélson Hungria, sem direito a visitas. A dispensa do advogado só veio em novembro, quando Bruno Fernandes já estava no banco dos réus. MAIS MUDANÇAS Em nova manobra, o advogado Francisco Simim assumiu a defesa e pediu reforço ao jovem criminalista Tiago Lenoir. Logo depois, o experiente advogado Lúcio Adolfo foi chamado e passou a comandar os trabalhos. Conseguiu uma primeira vitória ao alegar que não tinha como garantir a defesa do cliente. O julgamento de Bruno foi desmembrado. Macarrão passava a ser o único a enfrentar o corpo de jurados. “Foi suicídio jurídico deixar o Macarrão lá sozinho”, diz o assistente da acusação José Arteiro, advogado da mãe de Eliza, Sônia Moura. De fato, pressionado, o amigo e ex-funcionário de Bruno admitiu pela primeira vez que Eliza havia sido morta. ATRAÍDOS PELOS HOLOFOTES Para o delegado Wagner Pinto, chefe do Departamento de Investigações de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), a repercussão do caso Bruno na mídia mundial pode ter feito os defensores perderem o foco. “Os advogados adotaram estratégias antecipadas, em uma postura de ansiedade diante da autopromoção. Por ser um caso de repercussão mundial, agiram de forma que causou tropeços, embaraços, na tentativa de desacreditar o trabalho da polícia. O normal, na fase policial, é o advogado acompanhar o inquérito para resguardar a integridade física e psicológica do cliente.” O efeito de câmeras e flashs também é comentado pelo presidente da Comissão de Assuntos Prisionais da OAB-MG, Adilson Rocha. “A condição dele (Bruno), jogador de nível de Seleção, com salário milionário, trouxe os holofotes. Todo mundo queria aparecer. Histórias de reviravolta, mulheres querendo aparecer. Com o julgamento dele, acaba-se a repercussão e torna-se um caso comum, como outros muitos que acontecem diariamente no país.”

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