ATUAÇÃO EM TODAS AS AREAS DO DIREITO

Assessoria, Consultoria e Atuação Jurídica e Administrativa completa.
Direito do Consumidor; Direito Bancário; Direito Civil; Direito Tributário; Direito de Família; Direito Criminal; Direito Internacional; Direito Civil e Contratos; Direito Trabalhistas; Direito Empresarial; Direito Previdenciário; Direito das Sucessões e Inventários; Direto Eleitoral; Direito Publico e Administrativo.

Prestamos atendimento e Assessoria Jurídica nas cidades de Chui, Santa Vitoria do Palmar, Rio grande, Pelotas e Pedro Osório-Cerrito, com possibilidade de atuação em outras comarcas. Apresentamos recursos em todas as instancias judiciais.

E-mail: drhugojuridicozs@hotmail.com
Telefone Celular: 91188208- Telefone fixo: 53-32652072
( Horário Comercial- vinculado a Matriz no Município de Chui/RS)- 53-30251803 (H. Comercial- Pelotas/RS)
Celular Uruguaio: 092.484.153.
Horarios de Atendimento:
Segunda a Sexta das 9h as 12 h e das 14h as 19h
Sábados: das 9h as 12h
ESCRITÓRIO 01: Matriz HD Jurídico Chui /RS: Rua Peru 1.015 Chui/RS CEP 96255-000. Telefone (53)32652072
ESCRITÓRIO 02: HD Jurídico Santa Vitoria do Palmar/RS: Rua Barão do Rio Branco 549 CEP 96230-000
ESCRITÓRIO 03: HD Jurídico Pelotas: Rua Andrades Neves 2.565 CEP 96020-080. Telefone: (53)3025-1803
ESCRITÓRIO 04: HD Jurídico Pedro Osório- Avenida Alberto Pasqualini 55 Sala B-
ESCRITÓRIO 05: HD Juridico Rio Grande: Barão de Cotegipe 433- Centro- Sala 912- Edificio Porto de Gales





domingo, 28 de julho de 2013

ENTREVISTA A JOAQUIM BARBOSA

MÍRIAM LEITÃO ( EMAIL · FACEBOOK · TWITTER ) Publicado: 28/07/13 - 7h00 Atualizado: 28/07/13 - 8h13 Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal Foto: Camilla Maia / O Globo Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal Camilla Maia / O Globo RIO - Para o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ainda há bolsões de intolerância racial não declarados no Brasil. Ele afirma não ser candidato e diz que seu nome tem aparecido com relevância em pesquisas eleitorais por causa de manifestações espontâneas da população. Segundo ele, que se define politicamente como alguém de inclinação social democrata à europeia, o Brasil precisa gastar melhor seus recursos públicos, com inúmeros setores que podem ser racionalizados ou diminuídos. O senhor é candidato à presidente da República? Não. Sou muito realista. Nunca pensei em me envolver em política. Não tenho laços com qualquer partido político. São manifestações espontâneas da população onde quer que eu vá. Pessoas que pedem para que eu me candidate e isso tem se traduzido em percentual de alguma relevância em pesquisas. VEJA TAMBÉM Itamaraty rebate Barbosa e cita programa de bolsas que beneficia afrodescendentes Joaquim Barbosa faz cirurgia e sua presença em missa de despedida do Papa é dúvida Barbosa nega descortesia e diz que trocou 'discreto sorriso' com Dilma As pessoas ficaram com a impressão de que o senhor não cumprimentou a presidente. Eu não só cumprimentei como conversei longamente com a presidente. Eu estava o tempo todo com ela. O Brasil está preparado para um presidente da República negro? Não. Porque acho que ainda há bolsões de intolerância muito fortes e não declarados no Brasil. No momento em que um candidato negro se apresente, esses bolsões se insurgirão de maneira violenta contra esse candidato. Já há sinais disso na mídia. As investidas da “Folha de S.Paulo” contra mim já são um sinal. A “Folha de S.Paulo” expôs meu filho, numa entrevista de emprego. No domingo passado, houve uma violação brutal da minha privacidade. O jornal se achou no direito de expor a compra de um imóvel modesto nos Estados Unidos. Tirei dinheiro da minha conta bancária, enviei o dinheiro por meios legais, previstos na legislação, declarei a compra no Imposto de Renda. Não vejo a mesma exposição da vida privada de pessoas altamente suspeitas da prática de crime. Como pessoa pública, o senhor não está exposto a todo tipo de pergunta e dúvida dos jornalistas? Há milhares de pessoas públicas no Brasil. No entanto os jornais não saem por aí expondo a vida privada dessas pessoas públicas. Pegue os últimos dez presidentes do Supremo Tribunal Federal e compare. É um erro achar que um jornal pode tudo. Os jornais e jornalistas têm limites. São esses limites que vêm sendo ultrapassados por força desse temor de que eu eventualmente me torne candidato. Que partido representa mais o seu pensamento? Eu sou um homem seguramente de inclinação social democrata à europeia. Como ampliar o Estado para garantir direitos de quem esteve marginalizado, mas, ao mesmo tempo, controlar o controle do gasto público para manter a inflação baixa? O primeiro passo é gastar bem. Saber gastar bem. O Brasil gasta muito mal. Quem conhece a máquina pública brasileira, sabe que há inúmeros setores que podem ser racionalizados, podem ser diminuídos. O senhor disse que o Brasil está numa crise de representação política. O que quis dizer com isso? Ela se traduz nessa insatisfação generalizada que nós assistimos nesses dois meses. Falta honestidade em pessoas com responsabilidade de vir a público e dizer que as coisas não estão funcionando. Quando serão analisados os recursos dos réus do mensalão? Dia primeiro de agosto eu vou anunciar a data precisa. Eles serão presos? Estou impedido de falar. Nos últimos meses, venho sendo objeto de ataques também por parte de uma mídia subterrânea, inclusive blogs anônimos. Só faço um alerta: a Constituição brasileira proíbe o anonimato, eu teria meios de, no momento devido, através do Judiciário, identificar quem são essas pessoas e quem as financia. Eu me permito o direito de aguardar o momento oportuno para desmascarar esses bandidos. Por que o senhor tem uma relação tensa com a imprensa? O senhor chegou a falar para um jornalista que ele estava chafurdando no lixo. É um personagem menor, não vale a pena, mas quando disse isso eu tinha em mente várias coisas que acho inaceitáveis. Por que eu vou levar a sério o trabalho de um jornalista que se encontra num conflito de interesses lá no Tribunal. Todos nós somos titulares de direitos, nenhum é de direitos absolutos, inclusive os jornalistas. Afora isso tenho relações fraternas, inúmeras com jornalistas. A primeira vez que conversamos foi sobre ações afirmativas. Nem havia ainda as cotas. Hoje, o que se tem é que as cotas foram aprovadas por unanimidade pelo Supremo. O Brasil avançou? Avançou. Inclusive, entre as inúmeras decisões progressistas que o Supremo tomou essa foi a que mais me surpreendeu. Eu jamais imaginei que tivéssemos uma decisão unânime. Nos votos, vários ministros reconheceram a existência do racismo. O que foi dito naquela sessão foi um momento único na história do Brasil. Ali estava o Estado reconhecendo aquilo que muita gente no Brasil ainda se recusa a reconhecer, e a ver o racismo nos diversos aspectos da vida brasileira. Os negros são uma força emergente. Antes, faziam sucesso só nas artes e no futebol, mas, agora, eles estão se preparando para chegar nos postos de comando e sucesso em todas as áreas. Como a sociedade brasileira vai reagir? Ainda não vejo essa ascensão dos negros como algo muito significativo. Há muito caminho pela frente. Ainda há setores em que os negros são completamente excluídos. Como o Brasil supera isso? Discutindo abertamente o problema. Não vejo nos meios de comunicação brasileiros uma discussão consistente e regular sobre essas questões. Como superar a desigualdade racial, mantendo o que de melhor temos? O que de melhor nós temos é a convivência amistosa superficial, mas, no momento em que o negro aspira a uma posição de comando, a intolerância aparece. Como o senhor sentiu no carnaval tantas pessoas com a máscara do seu rosto? Foi simpático, mas, nas estruturas sociais brasileiras, isso não traz mudanças. Reforça certos clichês. Reforça? Por quê Carnaval, samba, futebol. Os brasileiros se sentem confortáveis em associar os negros a essas atividades, mas há uma parcela, espero que pequena da sociedade, que não se sente confortável com um negro em outras posições. O senhor foi discriminado no Itamaraty? Discriminado eu sempre fui em todos os trabalhos, do momento em que comecei a galgar escalões. Nunca dei bola. Aprendi a conviver com isso e superar. O Itamaraty é uma das instituições mais discriminatórias do Brasil. O senhor não passou no concurso? Passei nas provas escritas, fui eliminado numa entrevista, algo que existia para eliminar indesejados. Sim, fui discriminado, mas me prestaram um favor. Todos os diplomatas gostariam de estar na posição que eu estou. Todos. Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/joaquim-barbosa-brasil-nao-esta-preparado-para-um-presidente-negro-9224636#ixzz2aMggywgq © 1996 - 2013. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

Nenhum comentário:

Postar um comentário